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O Hoje: Conheça os desafios da leucemia e anemia e descubra como superá-los

Junho é o mês dedicado à conscientização sobre a anemia e a leucemia, duas condições de saúde que afetam milhões de pessoas em todo o mundo

No mês de junho, uma cor ganha destaque: o laranja. Este é o mês dedicado à conscientização sobre a anemia e a leucemia, duas condições de saúde que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A campanha conhecida como “Junho Laranja” busca informar, educar e sensibilizar a população sobre essas doenças, promovendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o apoio aos pacientes.

A leucemia, um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas, continua a ser um desafio significativo na medicina contemporânea. Dividida em vários subtipos, cada um com suas características e tratamentos específicos, a leucemia tem sido alvo de intensas pesquisas e desenvolvimentos médicos.

Os principais tipos de leucemia incluem a Leucemia Linfoide Aguda, Leucemia Linfoide Crônica, Leucemia Mieloide Aguda e Leucemia Mieloide Crônica. A explicação é da médica Rafaela Farias Fonseca, especialista em hematologia e hemoterapia do Hemolabor.

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Caracterizada por uma produção exacerbada de células leucêmicas, essa doença compromete a produção de células sanguíneas normais, levando a sintomas como anemia, fraqueza, palpitações, cansaço, sangramentos, manchas roxas na pele, febre, infecções, dores ósseas, aumento dos gânglios linfáticos, e aumento do baço e fígado.

De acordo com a especialista, diversos fatores têm sido associados ao aumento do risco de desenvolvimento de leucemia, incluindo tabagismo, exposição ao benzeno, radiação ionizante, certos medicamentos quimioterápicos e agrotóxicos.

O diagnóstico dessa anomalia muitas vezes é suspeitado com base na apresentação clínica e em alterações no hemograma, como anemia, plaquetas baixas e alterações nos leucócitos. Porém, a confirmação do diagnóstico e a determinação do tipo específico de leucemia requerem exames mais específicos, como mielograma e imunofenotipagem de medula óssea.

Leandra Paiva Queiroz, hematologista da Oncoclínicas Goiás, acrescenta que o tratamento da leucemia varia consideravelmente de acordo com o subtipo da doença. A abordagem terapêutica visa destruir as células cancerígenas para permitir que a medula óssea retome sua produção normal de células sanguíneas.

Segundo a médica, em muitos casos, a quimioterapia é a principal modalidade de tratamento, enquanto o transplante de medula óssea é indicado para casos de alto risco ou quando a quimioterapia inicial não é eficaz.

Apesar dos desafios, o prognóstico da leucemia tem melhorado significativamente devido aos avanços médicos recentes. A introdução de novos medicamentos específicos para diferentes subtipos de leucemia, o aprimoramento do transplante de medula óssea que permite doadores menos compatíveis e o desenvolvimento de novas terapias, como a terapia com células CAR-T, oferecem esperança renovada para pacientes enfrentando essa doença devastadora.

Em última análise, as especialistas destacam que os avanços na medicina têm demonstrado que a batalha contra a leucemia está longe de ser perdida. Com a contínua pesquisa e inovação médica, torna-se cada vez mais possível oferecer tratamentos eficazes e melhores perspectivas de cura para aqueles afetados por essa condição desafiadora.

Anemia: uma condição complexa que afeta milhões em todo o mundo
A anemia, uma condição que afeta a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue e consequentemente o transporte de oxigênio para os tecidos do corpo, é um problema de saúde significativo que merece atenção. Segundo Fonseca, existem diversos tipos de anemia, sendo as mais comuns aquelas causadas pela falta de nutrientes como ferro, vitamina B12 e ácido fólico, além das anemias hereditárias e inflamatórias, estas últimas desencadeadas por outras doenças.

“Pacientes com anemia leve ou crônica podem ser assintomáticos ou apresentar sintomas leves, enquanto aqueles com casos mais graves ou de início rápido podem experimentar fraqueza, dor de cabeça, tontura, palidez, falta de ar, pulso rápido ou irregular, e dor no tórax”, esclarece a especialista.

O diagnóstico da anemia é tipicamente realizado através de um hemograma, que evidencia a redução dos glóbulos vermelhos e da hemoglobina. No entanto, para identificar a causa específica da anemia, são necessários outros exames complementares.

As causas dessa condição são diversas, indo desde deficiências nutricionais até doenças que afetam órgãos como os rins, doenças reumatológicas, infecções, neoplasias e problemas na medula óssea. O tratamento, por sua vez, varia de acordo com a causa do problema de saúde, o que chama atenção para a importância de uma investigação completa antes de iniciar qualquer terapia.

“A alimentação adequada desempenha um papel crucial na prevenção da anemia, especialmente aquelas causadas pela deficiência de nutrientes. Fontes ricas em ferro, vitamina B12 e ácido fólico devem ser incluídas na dieta para garantir uma saúde sanguínea adequada”, destaca a médica.

Grupos específicos, como crianças, gestantes e mulheres em idade fértil, são mais suscetíveis à anemia devido a demandas nutricionais específicas e fatores como o fluxo menstrual aumentado. Os sintomas da anemia podem afetar significativamente a qualidade de vida, incluindo fadiga, cansaço e dificuldade de concentração, impactando tanto no desempenho escolar quanto no trabalho.

A hematologista destaca que é importante desmistificar a associação entre anemia e leucemia, esclarecendo que enquanto a anemia pode ser um sintoma de várias condições, incluindo certos tipos de câncer, não é a mesma coisa que leucemia.

 

Fonte: Jornal O Hoje

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