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Metrópoles: Jovem descobre câncer raro no olho em exame para atualizar os óculos

A cantora Eleanor Levine descobriu aos 26 anos que tinha melanoma ocular, um câncer na camada que recobre o olho. Tumor é raro em jovens

Em novembro de 2022, aos 26 anos, a cantora americana Eleanor Levine descobriu que tinha um melanoma ocular, um tipo raro de câncer no olho, durante uma visita de rotina ao oftalmologista.

Ela queria atualizar o grau de seu óculos de leitura e, durante os exames, o médico descobriu o tumor na retina de seu olho esquerdo.

“Eu nem sabia que existia câncer de olho“, afirmou Eleanor em relato publicado no site HeyAlma. “Como eu poderia ter câncer? Eu tinha 26 anos, sempre fui hipocondríaca, visitando médicos a vida toda. Nunca tinha fumado nem um cigarro e não percebi nenhum sintoma”, lembra.

Após o diagnóstico, a cantora se deu conta de sintomas que não havia dado atenção até então, como algumas dores de cabeça e uma sensação de vista cansada no olho esquerdo.

O melanoma ocular

O melanoma ocular, também chamado de uvelar, é o câncer que acomete a camada que recobre o olho, a úvea. Ela possui melanócitos, as células que dão cor à íris e também à pele.

“Toda vez que o melanócito se torna uma célula maligna, isso gera um câncer chamado melanoma”, explica a oncologista Claudia Ottaiano, da Oncoclínicas em Brasília. O câncer é mais frequente em pessoas com olhos claros e acima dos 45 anos e é considerado extremamente raro em jovens.

Segundo a oncologista, descobrir o tumor em uma consulta oftalmológica, apesar do susto, é o melhor cenário. “Os melanomas uveais ou oculares são tumores que geram poucos sintomas. Quando há algum, geralmente é uma alteração visual sutil. Por isso, é muito importante manter as avaliações periódicas, que permitem o diagnóstico precoce, com um oftalmologista”, complementa Claudia.

Lutando contra o câncer

Eleanor precisou fazer uma cirurgia de emergência para colocar um anel metálico de tântalo próximo à área mais afetada pelo tumor para proteger o resto do olho do tratamento com radiação.

Em seguida, ela fez um tratamento de radioterapia extremamente localizado para proteger a visão e a saúde de outros órgãos e da pele próxima. A americana usava uma máscara de plástico que a impedia de se mover para garantir a precisão do feixe de prótons.

Depois de cinco sessões de radioterapia, ela foi liberada para tocar o sino que marca a remissão do câncer no hospital — o ritual é comumente realizado quando já não há sinais de tumor no corpo.

Eleanor deverá continuar fazendo acompanhamento médico pelos próximos cinco anos para ser considerada curada. Parte do acompanhamento inclui receber injeções a cada seis meses no olho para impedir que a radiação aplicada comprometa a visão.

“Tentei usar o humor para passar por todo esse tratamento. Sempre fiz piada com a negatividade da vida, chamei este período de ‘férias radiotivas’ e encomendei um lote de 50 tapa-olhos coloridos. Fiz piada com ser uma pirata e tentei me aproveitar do câncer para não precisar lavar louça em casa, mas meu namorado não aceitou”, brincou a jovem em seu texto.

Fonte: Metrópoles

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