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GPS Brasília: Infertilidade e seus desafios: médica tira dúvidas sobre o assunto

A infertilidade atinge de 8 e 12% dos casais, segundo dados da OMS

Para muitos, ter filhos é um sonho. Por isso, a infertilidade pode se tornar a maior inimiga dos casais e até daqueles que optam por serem pais solos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, entre 8 e 12% dos casais em idade fértil convivem com esse desafio.

Mas quando é o momento certo de se preocupar? De acordo com Taciana Fontes Rolindo, médica especialista em Reprodução Assistida, nas mulheres com menos de 35 anos, após um ano de relações sexuais desprotegidas e frequentes sem chegar a uma gravidez, ela já é considerada infértil. Para o sexo feminino, nessa idade, o prazo é de seis meses de tentativas sem sucesso.

“A fertilidade feminina cai consideravelmente após 35 anos, sendo que após os 40 anos a chance de concepção natural é em torno de 5% e menos de 1% após os 45 anos”, explica Taciana.

Uma das principais causas da infertilidade, em pacientes de ambos os sexos, é o envelhecimento. Alterações hormonais, estresse, tabagismo e alimentação inadequada também podem ser associados à dificuldade de engravidar.

Em conversa com o GPS, a médica Taciana esclareceu mais alguns pontos sobre o assunto. Confira:

Quais são os hormônios ligados à fertilidade?

A fertilidade está associada a uma orquestra de hormônios que caracterizam o ciclo menstrual. Dentre eles podemos destacar o FSH, LH, estradiol e progesterona, mas existem outros.

A mulher nasce infértil ou a condição pode surgir durante a vida?

Em teoria, a mulher foi concebida para ser fértil. Alguns erros podem acontecer na formação fetal intrauterina e, assim, a mulher nascer com algum defeito no sistema reprodutor e portanto nascer infértil ou estéril. Outros problemas, como algumas doenças, aparecem ao longo da vida.

Quais são os principais sinais de ovulação em mulheres?

Os principais sinais que indicam o período fértil ou período da ovulação são: aumento da temperatura corporal, dor pélvica, aumento do apetite sexual e aumento do muco vaginal (secreção em “clara de ovo”). Porém, nem todas as mulheres percebem esses sinais tão claramente.

Como a menopausa interfere na fertilidade?

A menopausa é considerada a última menstruação. Após a menopausa, ela já parou de ovular e, portanto, não tem mais período fértil. Após esse momento, são raríssimos e muito improváveis os casos de gravidez.

Quais doenças que podem causar infertilidade feminina?

Síndrome dos ovários policísticos (SOP), problemas de tireoide, endometriose, miomas uterinos, pólipos endometriais, inflamações que afetam os órgãos reprodutores, falência ovariana prematura (FOP), trombofilia, entre outras.

Quais problemas de saúde a infertilidade em mulheres pode gerar?

Teoricamente, o problema que a infertilidade gera é a dificuldade para engravidar apenas. O que acontece é que algumas doenças que causam infertilidade podem trazer consigo outros sintomas associados, como é o caso da endometriose e menopausa precoce.

Tem como evitar a infertilidade? Se sim, como?

Ninguém escolhe ter infertilidade. Ela acontece. Muitas vezes só se descobre quando se iniciam as tentativas para conceber. A infertilidade tira da mulher seu instinto mais primitivo que é a maternidade. Com isso, muitas repercussões psicoemocionais acompanham o casal infértil. Um estilo de vida saudável é muito importante para manter todas as células do corpo saudáveis, incluindo as células germinativas, que são os óvulos e espermatozoides. A medida mais importante para se evitar a infertilidade é não adiar a maternidade para após os 35 anos, ou, se isso for necessário, congelar óvulos antes desta idade.

Quais são as opções de ter um filho para as mulheres inférteis?

As mulheres consideradas inférteis devem procurar um especialista em Reprodução Assistida o quanto antes para identificar a causa e, portanto, escolher adequadamente o tratamento.

Há muitos casos em que o problema é no parceiro e podem ser indicados tratamentos ao mesmo. Além disso, com a evolução das técnicas de Reprodução Assistida, é possível ser realizado tratamentos como coito programado, inseminação intrauterina e fertilização in vitro, de acordo com os fatores relacionados à infertilidade e também de acordo com a idade da mulher.

A fertilização in vitro é uma grande aliada a muitas famílias que jamais poderiam ter tido seus filhos por métodos naturais. Já nasceram muitos bebês ao redor do mundo concebidos por FIV e, assim, muitos sonhos impossíveis foram realizados.

 

A medicina oriental e a fertilidade

Pesquisas comprovam que técnicas orientais, como acupuntura, podem ajudar a equilibrar o organismo para receber um bebê. A fisioterapeuta e acupunturista Aylla Gomes, CEO do Instituto Pariens e especializada em fertilidade, explica que a medicina oriental trabalha com um preparo que começa três meses antes do início da tentativa.

“Muitas mulheres que estão tentando engravidar apresentam ciclos menstruais irregulares, dismenorreia, dispareunia, enxaqueca, dor nas pernas e na lombar, coágulos, irritação, TPM e acreditam que são sintomas considerados normais, mas não são normais, são desequilíbrios que precisam ser tratados. O objetivo do tratamento de começar três meses antes é buscar o equilíbrio do corpo e, com a utilização das técnicas da Medicina Tradicional Chinesa, os sintomas são tratados e consequentemente as chances de gestar aumentam”, explica a especialista.

Ainda de acordo com Aylla, para se organizar e garantir o máximo de saúde possível para o bebê, é preciso melhorar a alimentação, praticar atividades físicas, estabelecer uma rotina de sono, controlar o estresse e ansiedade e investir em técnicas como a acupuntura.

“Estudos comprovados cientificamente mostram que a acupuntura, com estímulos de pontos específicos, é capaz de reduzir as concentrações de cortisol – o hormônio do estresse – e regular a produção e secreção central e periférica de beta endorfinas, que pode impactar a secreção e níveis de GnRH e, consequentemente, desempenhar um papel importante na melhora da ovulação e fertilidade”, esclarece a acupunturista.

Fonte: GPS Brasília

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