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CBN: SUS adota novo modelo de teste para detecção de HPV

A técnica é baseada em critérios internacionais de análise e usa a ampliação do DNA, com base em PCR. Com isso, é feito o rastreamento do câncer de colo de útero.

O SUS passou a adotar um novo modelo de teste para detecção de HPV. O exame utiliza testagem molecular para detecção do vírus e pode substituir o antigo exame conhecido como “papanicolau”. A técnica é baseada em critérios internacionais de análise e usa a ampliação do DNA, com base em PCR. Com isso, é feito o rastreamento do câncer de colo de útero.

O novo exame partiu de um projeto piloto brasileiro, desenvolvido em Pernambuco. Os testes foram feitos no ano passado e, depois, aprovados pelo Ministério da Saúde. Agora, o SUS tem 180 dias para oferecer o modelo para as mulheres na rede pública. Para a Organização Mundial da Saúde, a testagem de HPV é considerada padrão ouro para a detecção de casos de câncer de colo de útero. A meta da OMS é eliminar a doença até 2030.

Segundo a oncologista especialista em câncer de colo de útero, Andreza Souto, o principal benefício do novo exame é o diagnóstico precoce de células cancerígenas. E ainda, o tempo entre exames preventivos, já que a tecnologia permite que a testagem seja feita a cada cinco anos.

“Essa estratégia de rastrear para a detecção do HPV, tem como principal objetivo detectar mais, e mais precocemente, essas lesões precursoras e até o câncer inicial. Isso, quando a gente compara com exame citopatológico, que é o papanicolau. Um exame que detecta já as células anormais, as células cancerígenas ou até mesmo o câncer. Porém, aquelas que tiverem o HPV negativo, podem repetir esse teste com um pouco mais de tempo, às vezes até cinco anos.”

 

De acordo com Ministério da Saúde, o HPV é o principal causador de câncer de colo de útero e o quarto mais comum em mulheres. Segundo estimativa da pasta, cerca de 17 mil mulheres são anualmente diagnosticadas com a doença. O Brasil faz a aplicação da vacina contra HPV na rede pública, em duas doses. Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos podem receber o imunizante no SUS.

Fonte: CBN

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