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Jornal de Brasília: Dia Mundial de Luta contra o Câncer: dados alarmantes reforçam o importante papel da população nessa luta

O próximo 8 de abril marca o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) que tem como objetivo aumentar a conscientização mundial sobre a doença. Com o tema “Unindo Forças para um Futuro Sem Câncer”, a campanha deste ano busca incentivar ações e fortalecer o compromisso global para reduzir o impacto da doença no mundo.

Pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que o câncer continua a ser um dos principais desafios para a saúde, já que a tendência é de aumento de casos nos próximos anos. A OMS estima mais 35,3 milhões de novos casos de câncer em 2050, um aumento de 77% em relação aos 20 milhões de casos estimados em 2022.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), só no Brasil são esperados 704 mil novos diagnósticos de câncer a cada ano do triênio de 2023 a 2025 – uma soma que resultará em mais de 2 milhões de novos casos da doença ao longo desses 36 meses. No Distrito Federal, o INCA prevê mais de 7.300 mil novos casos da doença em 2024.

Entre os mais comuns no Distrito Federal, o câncer de pele do tipo não melanoma fica na liderança. No topo do ranking de incidência aparecem ainda os tumores de mama, cólon e reto, estômago e próstata.

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O oncologista e diretor médico da Oncoclínicas Brasília, João Nunes, destaca que a conscientização da sociedade sobre a realidade atual da doença, prevenção e o diagnóstico precoce, são a chave para vencer o câncer.

“A população precisa cada vez mais ter consciência do que elas podem fazer para reduzir o risco da doença. Um estilo de vida saudável, com controle de peso, atividade física regular, alimentação saudável e não uso de tabaco e álcool pode reduzir de forma robusta esse aumento, pois hábitos nocivos são responsáveis diretos ou indiretos por 40% dos tumores”, afirma.

O papel da população nessa luta
Consumo excessivo de industrializados, bebidas alcoólicas, obesidade, tabagismo e não praticar exercícios físicos são fatores de risco para o desenvolvimento de tumores. O câncer é uma doença complexa, multifacetada e representa um dos maiores desafios de saúde pública atualmente. Felizmente, a população pode desempenhar um papel crucial na luta contra essa enfermidade, assumindo um papel ativo na prevenção, no diagnóstico precoce e no apoio aos pacientes.

“Um estilo de vida equilibrado é importante até após o diagnóstico de um câncer. Evidências científicas mostram que as taxas de recidiva diminuem em até 30% em pacientes que aderem a hábitos saudáveis”, destaca o oncologista.

Alimentação e câncer: uma relação essencial
A boa alimentação tem um papel fundamental na redução dos riscos de desenvolver diversos tipos de câncer. Um dos maiores desafios para os especialistas da área têm sido estudar, comprovar e fazer com que as pessoas se conscientizem da importância da nutrição adequada na prevenção da doença. Estima-se que cerca de 30% dos casos de câncer podem ser prevenidos por meio de uma dieta adequada, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

“A alimentação inadequada é classificada como a segunda causa de câncer que poderia ser prevenida e, em alguns tumores, como o de mama, ela pode ser a primeira causa. Estudos mostram cada vez mais que dietas baseadas no consumo de açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans e alimentos ultraprocessados contribuem para o aumento dos índices de câncer de várias formas”, ressalta o oncologista.

A importância e os benefícios do rastreamento
Apesar do cenário exigir atenção da população, é preciso reforçar que o acompanhamento médico periódico e realização de exames de rotina para detecção precoce do câncer, aliados às novas frentes avançadas de tratamento da doença, são o caminho para que os índices de incidência não levem também ao aumento das taxas de letalidade.

“O diagnóstico precoce aumenta consideravelmente as chances de cura. Realizar exames preventivos regularmente, como mamografia, papanicolau e colonoscopia, conforme as diretrizes para cada faixa etária e grupo de risco, contribui para o diagnóstico em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz”, finaliza o oncologista e diretor médico da Oncoclínicas Brasília, João Nunes.

Tratamentos menos agressivos: tumores detectados precocemente geralmente requerem tratamentos menos invasivos e com menos efeitos colaterais.
Redução da mortalidade: o rastreamento pode reduzir significativamente a mortalidade por câncer. Estudos demonstram que a detecção precoce pode reduzir a mortalidade em até 30% para alguns tipos de neoplasias.
Melhoria da qualidade de vida: o diagnóstico e tratamento precoce do câncer podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Recomendações específicas para prevenção do câncer
– Carne vermelha e processadas
Segundo a OMS, o consumo de carnes processadas como: salsicha, linguiça, presunto e bacon, aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de intestino. O consumo elevado de carne vermelha (suína, bovina e carneiro), por si só já é considerado um fator de provável ação cancerígena. Vale lembrar que, esse alimento é uma fonte importante de nutrientes, portanto, o consumo dentro das recomendações é um dado importante a ser ressaltado. Recomenda-se a ingestão de no máximo 100 gramas por dia, até três refeições na semana, e no restante dos dias, preferir carnes brancas (frango e peixe), ovos e outras combinações de alimentos ricos em proteínas vegetais como feijões, lentilha, ervilha e grão de bico.

– Açúcares e bebidas açucaradas
Todas as células do nosso corpo, incluindo células cancerígenas, precisam de açúcar (glicose) da nossa corrente sanguínea como fonte de energia. Mas, é preciso que se tenha uma atenção quanto ao consumo excessivo do mesmo, pois pode resultar em ingestão de calorias além do necessário, o que leva ao aumento do peso e gordura corporal. Segundo o American Institute for Cancer Research, é o excesso de gordura corporal que aumenta o risco de desenvolvimento do câncer, não apenas o açúcar como fator isolado. Desta forma, recomenda-se a ingestão de uma dieta rica em alimentos nutritivos como grãos integrais, vegetais, frutas e feijões e a substituição de bebidas açucaradas por aquelas de baixa ou nenhuma caloria.

– Sal (cloreto de sódio)
O sal está presente naturalmente nos alimentos e é essencial na dieta, porém em pequenas quantidades, pois o excesso está relacionado a maior incidência de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam consumidos no máximo cinco gramas de sal por dia. Sendo que 2g estejam presentes naturalmente nos alimentos e apenas 3g (duas colheres de chá rasas) sejam acrescentados no preparo das refeições em um dia.

Fonte: Jornal de Brasília

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