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Jornal de Brasília: Como economizar com o descarte correto do lixo? Empresas de Brasília já veem resultados com a separação dos resíduos

Segundo o engenheiro ambiental Ramon Baptista, que é especialista em gestão de resíduos sólidos do Aterro Ouro Verde, a produção de gás metano no lixo impulsiona o efeito estufa

Com os registros de ondas de calor no Brasil nos últimos meses e ainda previstas para dezembro, a discussão de se investir em sustentabilidade tem se tornado ainda mais importante. Uma das causas do aumento da temperatura global, por exemplo, é a má gestão do lixo que geramos todos os dias. Segundo o engenheiro ambiental Ramon Baptista, que é especialista em gestão de resíduos sólidos do Aterro Ouro Verde, a produção de gás metano no lixo impulsiona o efeito estufa. “Ele possui um potencial de aquecimento global cerca de 25% maior do que o dióxido de carbono. Se ocorre um manejo e descarte inadequados, o processo decomposição vai provocar o aumento da emissão desses gases e contribuir para o aquecimento global”, explica o engenheiro.

Ramon Baptista explica que, além disso, outro impacto é sentido diretamente pela população no período chuvoso. “Esse lixo pode ser levado pela chuva e poluir mananciais que abastecem a população e também pode provocar a obstrução de bueiros e gerar alagamentos e a proliferação de doenças”, ressalta.

Quando o resíduo é bem selecionado e tratado da forma correta, os impactos gerados são menores e, para Ramon a tendência é que a população e as empresas invistam mais nos cuidados com a separação do lixo. “Está cada vez mais comum o desenvolvimento de atividades para se ter o melhor reaproveitamento do resíduo, que vai além da reciclagem, por exemplo, para a produção de combustíveis derivados de resíduos e produção de energia através de resíduos”, comenta Baptista, que é responsável técnico pelo aterro Ouro Verde, um espaço que auxilia na gestão nesse sentido, garantindo a disposição correta dos resíduos sólidos urbanos que não puderam ser reciclados, de modo que os descartes não causem danos à saúde pública ou ao meio ambiente.

Um exemplo dessa mudança é vista na rede Melhor Atacadista que, há cerca de um ano, investe em melhores práticas de descarte dos resíduos do dia a dia. “Conseguimos quase 20 toneladas de material reciclável por mês. Isso representa praticamente 30% de todo o lixo gerado pela rede, que tem oito unidades. Passaram a separar e reaproveitar os resíduos que antes iam para o lixo, além de garantir mais economia”, explica o gerente de preservação do Melhor Atacadista, Mácio Barroso.

Ainda de acordo com o engenheiro ambiental do Aterro Ouro Verde, Ramon Baptista, com as condições ideais, além de garantir um índice maior de reciclagem, é possível aperfeiçoar a geração de resíduos sólidos, por meio de análises do que é gerado. “Nós, por exemplo, analisamos todo o material encaminhado pelos grandes geradores de lixo. Os especialistas que trabalham no aterro fazem uma pesquisa do que vem de cada empresa a fim de identificar as características do material e apontar soluções para que a empresa produza menos lixo e, conseqüentemente, polua menos o meio ambiente e ainda economize recursos financeiros e humanos. Atualmente serviço é feito com um processo totalmente automatizado para a coleta e destinação dos resíduos. O que ajuda a aliviar a sobrecarga de resíduos no aterro sanitário de Brasília e garantir que ele tenha a vida útil prevista inicialmente”, afirma.

Desperdício de dinheiro público

Segundo Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o descarte irregular já deu um prejuízo de R$ 36 milhões aos cofres públicos do Distrito Federal, só neste ano, com a coleta de 400 mil toneladas de lixo descartado irregularmente em ruas, parques e terrenos baldios de todo o Distrito Federal.

 

Fonte: Jornal de Brasília

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