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Correio Braziliense: “Quarteto da felicidade”: conheça os hormônios que mudam o humor

Substâncias químicas, liberadas naturalmente pelo cérebro, exercem uma função essencial para o organismo

Para manter esses hormônios elevados, é essencial ter uma boa alimentação e praticar atividade física – (crédito: Reprodução Unsplash)

Sabe aquela sensação boa de estar apaixonado? De comer uma comida gostosa ou após fazer uma boa caminhada? Um grupo de hormônios conhecidos como “Hormônios da Felicidade” ou do “Bem-Estar” é o principal responsável pela (boa) sensação. São quatro substâncias químicas naturais, também definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

Esses hormônios estão sempre ativos no organismo e se eles não estiverem equilibrados, o corpo pode reagir de forma negativa criando insônia, estresse, ganho de peso e mau humor. O desequilíbrio também pode levar à desmotivação e à tendência a adiar tarefas, e em casos graves, as pessoas podem até desenvolver depressão.

“Os hormônios da felicidade são a dopamina, serotonina, endorfinas e ocitocina e eles têm esse nome de hormônios da felicidade porque produzem sentimentos de alegria, de sensação de bem-estar e contentamento nas pessoas”, explica Bruno Babetto, médico pós-graduado em endocrinologia e metabologia da clínica Tivolly.

Para manter esses hormônios em bons níveis, é essencial ter uma boa alimentação e praticar atividade física, o que ajuda a liberação desses neurotransmissores na corrente sanguínea. “Atividades físicas, relação interpessoal, descanso, tomar sol e meditar. Tudo vai ajudar a estimular a produção desses hormônios e deixar uma pessoa mais feliz, mais alegre e de bem estar com a vida”, acrescenta Babetto.

Hormônios da felicidade

Dopamina

É o principal neurotransmissor na regulação dos processos motivacionais, ela aumenta a sensação de vitalidade, disposição e motivação, sendo conhecida como “mediadora do prazer”.

Além disso, pode ser produzida pela experiência de fatos simples da vida cotidiana (como por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho). A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas, alcançá-las e celebrá-las.

Serotonina

É o neurotransmissor responsável por promover sensação de prazer e bem-estar. “Você aumenta a produção dela através de exposição ao Sol, descansando e fazendo uma dieta rica em triptofano, aminoácido precursor de serotonina (presente em alimentos como carnes, ovos, leites e derivados)”, informa o endocrinologista.

Endorfina

É liberada no organismo como um analgésico diante das situações de dificuldades, como dor e estresse. “É um hormônio que age como analgésico natural e melhora o humor”, comenta Babetto.

Ocitocina ou Oxitocina

É conhecida por ser responsável por promover a sensação de confiança, auxiliando na criação de laços nos relacionamentos de modo geral. É produzido no parto, na amamentação e durante o orgasmo.

A oxitocina ajuda a combater a depressão, ansiedade e aumenta o desempenho sexual, agindo junto com a testosterona, no homem, e a progesterona, na mulher.

Alimentos que estimulam a produção dos “hormônios da felicidade”:

Proteínas: carnes, ovos, leites e derivados possuem grandes quantidades de triptofano, um aminoácido que atua na formação da serotonina.

Aveia: os carboidratos presentes no alimento elevam os níveis de insulina e facilitam a absorção de triptofano.

Oleaginosas: Alimentos como nozes, castanhas e amêndoas são fontes dos minerais magnésio, cobre e selênio, que melhoram o humor e são antidepressivos naturais.

Peixes e frutos do mar: salmão e sardinha são fontes de ômega 3 que aumenta a produção dos receptores de neurotransmissores.

Chocolate: a versão amarga (que possui pelo menos 70% de cacau na composição) é fonte de triptofano e ainda possui teobromina, um alcaloide da família da cafeína que tem efeito estimulante.

Fonte: Correio Braziliense

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