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CBN: Governo do DF vai entrar na Justiça para derrubar lei que garante licença menstrual remunerada

O projeto havia sido vetado pelo governador Ibaneis Rocha, mas o veto foi derrubado e a lei entrou em vigor nesta semana.

Uma lei que garante o direito à licença menstrual remunerada às servidoras públicas do Distrito Federal vem causando polêmica, na semana da Mulher. A lei dá direito a três dias de licença por mês às servidoras que comprovarem com atestado médico que sofrem sintomas graves durante o período menstrual.

A regra está em vigor desde quarta-feira, depois da Câmara Legislativa ter derrubado o veto do governador Ibaneis Rocha. Agora, o Governo do Distrito Federal informou que avalia entrar na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para derrubar a lei distrital.

O autor do projeto, deputado distrital Max Maciel, do Psol, estima que cerca de 15% das mulheres têm sintomas graves durante a menstruação, como fortes cólicas, enxaqueca e endometriose que afetam o desempenho profissional. Porém, o GDF defende que a competência para iniciar projetos que façam quaisquer alterações no regime jurídico dos servidores públicos do Distrito Federal é do governador.

A assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Clara Wardi, diz vê como retrocesso a investida do governo para derrubar a lei:

“Garantir essa licença menstrual é reconhecer que dentro de uma democracia existem diferentes tipos de corpos com diferentes necessidades. E se tratando da menstruação, que muitas vezes é levada de uma forma muito naturalizada, como todas as pessoas com útero menstruam, mas as pessoas passam por esses processos de formas muito diferentes e muitas pessoas apresentam necessidades de saúde diferentes.”

 

O ginecologista Luis Otavio Manes atesta que em alguns casos o período menstrual realmente inviabiliza o trabalho da mulher:

‘”Tem pacientes que desmaiam, tem pacientes que vomitam e isso obviamente que causa um transtorno não só emocional mas também físico para paciente muito grande porque desenvolve o desenvolvimento de outras doenças como por exemplo anemia, como depressão, elas estão diretamente associadas a esses quadros.”

A advogada Especialista em Direito Trabalhista Larissa Escuder avalia que o GDF tem chances de ganhar a luta na justiça para barrar a lei:

‘É uma lei que, querendo ou não, regulamenta, é uma lei regulamentadora, ela vai falar sobre função de servidores públicos distritais e a previsão constitucional de competência para legislar, criar e regulamentar cargos, funções da administração dos estados e do Distrito Federal, é uma competência privativa do governador.’

 

Em entrevista ao CBN Brasília nesta sexta-feira (8), Gisele Ferreira, disse que o problema da lei não é o mérito, mas sim a constitucionalidade.

‘”emos um programa que é a dignidade menstrual. Não somos contra essa lei com relação a essa licença menstrual na questão do mérito. Mas a secretária da mulher sozinha não decide se vai ser importante ou não. Nós trabalhamos em rede. A gente tem estudado (essa pauta). Aí cabe a questão do RH com a secretaria de educação. A gente tem discutido e se for viável, nós no GDF vamos implementar.”

 

Além da lei da licença menstrual, o governo do DF também avalia entrar com ao menos outras nove ações contra leis voltadas às mulheres, como por exemplo contra a lei que concede jornada de trabalho diferenciada para servidoras que amamentam os filhos até dois anos e contra a proposta que prevê que servidoras podem trabalhar perto de casa até os 6 anos dos filhos.

Fonte: CBN

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